Castanheira de Pera


Artesanato
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Artefactos Têxteis: Barretes das Sarnadas
Os barretes são fabricados na única fábrica existente a nível mundial, localizada no Parque Industrial do Safrujo, em Castanheira de Pera.
Nesta fábrica são ainda produzidos os barretes dos campinos ribatejanos (verdes e vermelhos) e dos pescadores da Nazaré (de cor preta).
Os barretes originais constituíam parte integrante do vestuário tradicional dos Neveiros do Coentral, subsistindo actualmente enquanto ex-libris do concelho. Tradicionalmente são oferecidos e 'enfiados' nas cabeças das personalidades que visitam estas paragens

Artes Decorativas: Tapeçarias artísticas e peças diversas

Cordoaria e Carpintaria: Cadeiras, bancos mesas em madeira e corda

Azulejaria e Cerâmica: Peças diversas

A nível dos ofícios tradicionais sobressaem, os associados à apicultura.

Gastronomia e Produtos Locais
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Cabrito Assado e Arroz de Cabidela de Cabrito [a pastorícia constitui, ainda hoje, uma actividade económica importante nestas paragens]

Mel de Urze da Serra da Lousã [Produto D.O.P.- Denominação de Origem Protegida]


Feiras, Festas e Romarias

Feriado Municipal: 4 de Julho
Significado do dia: Data da Fundação do Concelho (04.07.1914)
Castanheira de Pera pertenceu à freguesia de Santa Maria de Pedrógão. Em 1502, foi fundada a freguesia de Castanheira de Pera.
Mais tarde, em 1691, a freguesia do Coentral.
De 1895 a 1899, Castanheira e Coentral pertenceram ao concelho de Figueiró dos Vinhos, quando o concelho de Pedrógão Grande foi extinto. Em 1899, um decreto restaurou o concelho de Pedrógão e Castanheira e Coentral voltaram a pertencer a este concelho.
A importância social e económica de Castanheira, decorrente do desenvolvimento da indústria de lanifícios, impunha-se ao concelho que, radicado em Pedrógão, era acusado de "administração desligada dos interesses das povoações do nordeste". Castanheira pretendia, assim, desanexar-se de Pedrógão. Porém, as lutas políticas e as rivalidades eram muitas. Numa terrível campanha eleitoral, em 1913, a lista da Castanheira conseguiu a vitória para a Câmara de Pedrógão, por escassos três votos. Conquistada a Câmara, estavam abertas as portas para a autonomia municipal.
Foi elaborado o projecto de lei n.º 47-A, da autoria de Victorino Godinho, que justificava a criação do concelho de Castanheira de Pera: "Castanheira de Pera é uma das mais florescentes povoações do país (…) atestam-no bem a pujança industrial e comercial, o número relativamente elevado dos seus habitantes (5.684) e as suas contribuições para a Fazenda Nacional e para o município. (…) Ao norte da Castanheira existe outra freguesia do concelho de Pedrógão, Coentral (839) habitantes, que com aquela se encontra em fáceis comunicações e que naturalmente deverá fazer parte de novo concelho, que assim ficará com 6523 habitantes (…)".
A lei n.º 203, que aprovava a criação do concelho, foi publicada no Diário do Governo, I ª série, n.º 99, de 17 de Junho de 1914. Em 4 de Julho de 1914, é fundado o concelho de Castanheira de Pera.
Um dos períodos mais complicados, mas também dos mais pitorescos do concelho de Castanheira de Pera foi o que decorreu de 1923 a 1927 - período em que houve dois executivos camarários antagónicos que se auto-consideravam legítimos e que, em nome da lei, cobravam impostos e aplicavam multas.

Mercado Semanal: Sábado

Romaria do Santo António da Neve: 13 de Junho [Santo António da Neve – Coentral]

Feira Anual: 3ª semana de Julho [Castanheira de Pera]

Festa em honra de São Domingos: 3º Domingo de Agosto [Castanheira de Pera]

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Encontro dos Povos Serranos: Evento móvel, realizado no Verão, habitualmente em Julho [Santo António da Neve - Coentral]. Reúne as comunidades de vários concelhos, entre outros de Castanheira de Pera, Lousã, Miranda do Corvo e Góis.