Figueiró dos Vinhos

 

Registos do Passado no Concelho de Figueiró dos Vinhos
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Em 1204, D. Pedro Afonso, filho natural de D. Afonso Henriques, concedeu o primeiro foral a Figueiró dos Vinhos, sendo este sucessivamente renovado, primeiro por D. Sancho I, depois por D. Afonso II e mais tarde por D. Manuel, em 1514.

No coração da Vila localiza-se a Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional. Neste espaço, de profundo cariz religioso, poderemos encontrar obras de grande valor artístico, como a imagem de S. João Baptista (padroeiro do Concelho) e o túmulo de Ruy Mendes Vasques e a sua esposa D.ª Violante de Sousa. No altar-mor, o belo retábulo representando o Baptismo de Cristo, pintado por José Malhoa deixa-nos profundamente encantados.

No Centro Histórico da Vila, deparamo-nos com outros valores patrimoniais, como são dignos exemplos a Capela de S. Sebastião, a Cruz de Ferro, a Fonte das Freiras e a Torre da Cadeia, tendo este monumento sido mandado construir em 1506 pelo homens bons do concelho para fazer face às pretensões senhoriais relativamente ao exercício da justiça, existindo ainda hoje placa alusiva ao acto.

O Convento do Carmo, que data do século XVII, esteve ligado à ordem dos Carmelitas Descalços. Classificado como património de interesse público, nele se destacam os azulejos joaninos da Capela de Francisca Evangelha. O seu Colégio das Artes teve na época larga importância.

O Casulo de Mestre Malhoa, foi construído no final do século XIX segundo projecto do Arquitecto Ernest Reynaud. Nesta casa, realizou o pintor algumas das suas mais importantes obras e, no seu exterior, poderemos contemplar azulejos de Rafael Bordalo Pinheiro.

As Ruínas das Antigas Ferrarias de Foz de Alge , localizam-se na foz desta linha de água e são visíveis, apenas em tempos de maior seca. O mais antigo alvará de que se tem conhecimento desta fábrica, data de 1655 pelo Conde de Cantanhede. Na altura era supervisor Francisco Dufour e aqui se fabricavam balas, bombas e peças de artilharia. Laborou até 1759, ano em que foi suspensa a sua actividade pelo Ministro de D. José I, Sebastião de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal. Mais tarde, no início do séc. XIX com o grande impulso que teve a exploração do ferro, foram reactivados em 1802 os trabalhos desta ferraria sob a administração de José Bonifácio de Andrade e Silva, dedicando-se a novos produtos, artigos de ferro em bruto e manufacturado. Hoje apenas se podem apreciar as suas ruínas, junto à foz da Ribeira de Alge.