Miranda do Corvo

 

Registos do Passado no Concelho de Miranda do Corvo
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A fundação do Município remonta ao século XII, quando em Novembro de 1136, D. Afonso Henriques lhe concedeu carta de Foral. O concelho tinha porém importância estratégica, tanta que o monarca mandou reconstruir o castelo arrasado, em 1116, pelos mouros. Em 1217, D. Afonso II confirmou a carta anterior, autenticando-a com um selo de chumbo. Em 1513-14, D. Manuel I concedeu-lhe uma nova carta de Foral.

Do Castelo de Miranda do Corvo, o qual sofreu as inúmeras investidas das tropas sarracenas, apenas resta a sua Torre do lado nascente, a cisterna e um duplo portal, no sítio do Buraco.

Ao longo dos tempos o Castelo, tendo perdido o seu cariz e significado estratégico, foi votado ao abandono e as suas pedras foram edificando o casario da vila e a própria Igreja Matriz, segundo despacho real de 1700. A Igreja Matriz, dedicada a São Salvador, data dos finais do século XIV, é um templo espaçoso, com fachada neoclássica e com retábulos em talha dourada do estilo Rocócó Coimbrão.

A Capela de Nossa Senhora da Boa Morte encontra-se isolada num adro na vila, tendo sido aqui instituída a Irmandade de Nª. Sª. da Boa Morte, no ano de 1732. A fachada é bem proporcionada, existindo no seu interior existem três retábulos do final do período setencentista.

Ainda nas cercanias da vila pode-se admirar a Casa-Mãe do Gaiato Pobre, fundação criada em 1940 pelas mãos do Padre Américo, o qual se dedicou por inteiro aos meninos sem abrigo na reconhecida "Obra da Rua".

O Santuário erigido em louvor da Senhora da Piedade ergue-se junto à povoação de Tábuas, e é um exemplo da simplicidade da devoção dos povos serranos.

A história de Semide, povoação que foi sede de concelho até 1853, enreda-se na própria história do seu Convento, fundado no século XII. Tragicamente este convento foi ao longo dos tempos alvo de diversos incêndios, no entanto, pela sua antiguidade e grandiosidade permanece como o monumento mais importante do concelho, e aonde ainda nos podemos admirar com a Capela-Mor, o Coro Alto, o Orgão e o Cadeiral.

A localidade do Senhor da Serra cresceu em redor do seu Santuário, erigido e devotado ao Santo Cristo, local de romaria desde os tempos mais remotos. A construção da primeira capela remonta a 1653 aquando da reforma do Convento de Semide, tendo a devoção começado inicialmente, num cruzeiro de caminho. O actual edifício (de uma só nave) é um notável exemplo da arte Revivalista Portuguesa, segundo o estilo Neo-Romântico, sendo o retábulo principal em madeira, inspirado no da Sé Velha em Coimbra.