Pampilhosa da Serra

 

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De acordo com os registos históricos do período medieval, foi D. Dinis quem concedeu o título de Vila à Pampilhosa da Serra, embora subsista a ideia na história local de que já recebera foral anteriormente concedido por pessoa particular. Posteriormente, D. Fernando anexou a vila ao julgado da Covilhã e só 43 anos depois, ao cabo de várias demandas, D. João I lhe confirma o estatuto de vila isenta. Em 1499, estas terras adquiriram autonomia judicial, e a 20 de Outubro de 1513, D. Manuel concedeu-lhes novo foral. Em Outubro de 1855, o concelho foi alargado com a anexação das freguesias de Dornelas, Fajão, Janeiro de Baixo, Unhais-o-Velho, Vidual e Portela do Fojo.

O património arquitectónico deste concelho é constituído essencialmente por edifícios de cariz religioso, sendo incontáveis, o número de igrejas e capelas distribuídas pelas 10 freguesias, como constitui exemplo a Capela da Portela do Fojo, ou a Capela do Pessegueiro.

Do património local, ênfase para a Igreja Matriz da vila de Pampilhosa da Serra, que em 1907, foi praticamente destruída por um grande incêndio, tendo sido reconstruída posteriormente, sendo que das suas origens, restam apenas um retábulo em pedra estilo renascentista e a imagem de Nossa Senhora do Rosário.

Também, ainda na vila, realce para o Cristo Rei, estátua de cariz religioso, o qual de uma alta penedia se encontra virado para a vila como símbolo da sua protecção divina. Desse ponto é igualmente possível apreciar-se todo o panorama envolvente.

No que se refere ao património arquitectónico são, também, de destacar achados arqueológicos do período do bronze, como fragmentos de cerâmica e monumentos funerários, sobre os quais existe bibliografia especializada.

Ao nível da arquitectura civil, são dignas de realce algumas casas de boa traça como a Casa do Arco (séculos XVI/XVII), a Casa dos Melos (século XVIII), o Solar das Baratas (século XVIII) e a Casa da Câmara e Cadeia (finais século XVIII) - actuais instalações do Museu Municipal e do Posto de Turismo.

Os Mouros, que fazem parte da história e do imaginário dos pampilhosenses, dão fundamento à Lenda da Gruta da Ponte da Covilhã - uma história entre os inúmeros contos de raiz popular que vale a pena descobrir localmente.

Em relação ao património paisagístico, o concelho de Pampilhosa da Serra tem para oferecer a quem o visita magníficas paisagens naturais que podem ser contempladas a partir dos seus diversos miradouros. Contudo, a intervenção do homem na paisagem também pode ser encontrada nas imponentes barragens hidroeléctricas de Santa Luzia e Alto Ceira, as quais proporcionam com as suas allbufeiras aprazíveis contornos e belos espelhos de água, muito para além da sua importância económica no sector da produção de energia eléctrica.

A aldeia de Fajão, recentemente integrada na Rede de Aldeias de Xisto, é uma jóia da arquitectura tradicional, constituindo um importante núcleo rural construído na negra pedra de xisto e, por si, um espaço a percorrer e visitar. Desta aldeia, destaque para a Lenda do Juiz de Fajão bem como para o Museu de Monsenhor Nunes Pereira.

Também integrado a Rede de Aldeias de Xisto, a localidade de Janeiro de Baixo constituiu um espaço aprazível, delimitado pelo Rio Zêzere.


Observação:
Algumas imagens apresentadas têm como fonte o site ‘ Pampilhosa em Imagens’, que pode ser consultado através do endereço electrónico:www.pampilhosaemimagens.com