Pedrógão Grande

 

Registos do Passado
no Concelho de Pedrógão Grande
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Quem chega a Pedrógão Grande encanta-se com o aspecto austero do seu núcleo urbano, o qual conserva ainda algumas características medievais, reveladas pela sinuosidade e reduzida largura das suas ruas. Ainda em profusão, o casario primitivo no qual imperam as portas e janelas em granito trabalhado.Na Rua do Eirado e na Rua Rica , as antigas residências da fidalguia provinciana, sobressaem pelas suas janelas e sacadas decoradas com granito. A vila de Pedrógão Grande surge a nossos olhos como uma povoação simultaneamente agreste e airosa e em que em cada pedra há uma história dos povos que a cruzaram.

A origem da vila remonta à era do Bronze, no entanto os primeiros testemunhos foram deixados durante a ocupação romana, de que constitui exemplo o Forno Romano no Monte da Cotovia e a recentemente inaugurada Estação Arqueológica do Calvário.

Durante a Reconquista Cristã, a vila ficou despovoada, até que em 1135, D. Afonso Henriques a entregou a D. Pedro Afonso, seu filho bastardo, para que este a repovoasse. No entanto, este doa Pedrógão Grande a três fidalgos e, em 1206, concede-lhe o primeiro foral. Em 1513, D. Manuel I concede-lhe novo foral.

Até à implantação do regime constitucional foram donatários de Pedrógão Grande o Conde Redondo e o Marquês de Castelo Melhor, que tinham sobre esta vila poderes jurisdicionais. Subordinado à Corregedoria de Tomar, foi posteriormente em 1875 criada a Comarca de Pedrógão Grande, mas logo em 1895 um decreto-lei extingue o concelho e a Comarca de Pedrógão Grande, integrando-os nos de Figueiró dos Vinhos.

Um novo decreto de 13 de Janeiro de 1898 restitui a Pedrógão Grande o Concelho continuando porém a Comarca em Figueiró dos Vinhos. De incomparável beleza a Igreja Matriz (reconhecida como Monumento Nacional), situa-se no centro da vila, destacando-se pela sua torre com 25 metros de altura. Construída em 1470, é um templo grandioso de estilo românico mas que as sucessivas remodelações conferiram um cariz renascentista. No largo fronteiro um Pelourinho granítico, considerado monumento de interesse público, ajuda a formar um quadro harmonioso do espaço.

Na Igreja da Misericórdia, templo sóbrio do século XV, funciona o Museu de Arte Sacra (tendo anteriormente funcionado como o hospital da vila) o qual encerra raro exemplar de um retábulo sobre 'O Milagre dos Santos'.

Também o Museu Pedro Cruz, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, apresenta ao público o acervo de toda a obra deste artista plástico, constituindo o Museu do Comendador Manuel Nunes Correia, outro espaço que agrega um conjunto diversificado de obras de grande valor, doadas por este benemérito local.

A caminho do Cabril, a ponte Filipina (edificada durante a dominação espanhola e, também, esta monumento nacional), apresenta-se como uma construção em granito encaixada sobre o Rio Zêzere e perfeitamente enquadrada no ambiente envolvente.

A nível de outros monumentos destacam-se: os Paços do Concelho (1860);
as Capelas de Nossa Senhora dos Milagres e de São Sebastião (século XVI) e a Capela do Calvário, a Santa Casa da Misericórdia e os monumentos ao Comendador Manuel Nunes Corrêa e Marcelino Nunes Corrêa.